tema de monografias e tcc de medicina – MANEJO DA FALENCIA MULTIPLA POR SEPSE
A infusão de dopamina em doses baixas se usa freqüentemente, ainda que não há evidência categórica de um benefício real na literatura. As terapias de substituição renal se indicam com creatinina maior de 4.5 mg/DL, hipervolemia, acidose, hipercalemia e necessidade de usar manitol.
A partir do suporte em monografias de medicina da Monografia AC
Os procedimentos contínuos como hemofiltração arterio-venosa ou veno-venosa são os de eleição porque evitam hipotensão e aumentos bruscos da PIC.
Manifestações cardiovasculares e respiratórias
O perfil hemodinâmico da FHA é parecido ao da sepse, com hipotensão por baixa resistência periférica e aumento do gasto cardíaco. Há diminuição da extração e consumo de O 2, apesar de existir um aumento do transporte, pelo que se produz um estado de hipoxia tissular e metabolismo anaeróbio. Qualquer monografia enfocando este tema deve estar acompanhada e ser apoiada por artigos cientificos atualizados.
Habitualmente se requer um cateter de artéria pulmonar para guiar o aporte de volume, dado que há pouca correlação entre as pressões do lado direito e esquerdo.
O manejo consiste no uso de volume como primeira medida, seguido de drogas pressoras, sendo as de eleição a adrenalina e noradrenalina.
A presença de um baixo índice cardíaco (menor que 4.5 L/min/m2) sugere a presença de um problema agregado como hemorragia, pneumotórax, excesso de PEEP (pressão positiva de fim de expiração), acidose ou taponamento pericárdico. Deve-se realizar uma radiografia de tórax, eletrocardiograma e revisão da pressão de via aérea. Se não há causa corrigível, deve-se iniciar dobutamina. Um baixo gasto cardíaco é um sinal de mau prognóstico.
A hipoxemia é frequente e de etiologia multifatorial. Entre suas causas se encontra aspiração de conteúdo gástrico, pneumonia, edema pulmonar, hemorragia intra-pulmonar e atelectasias. O desenvolvimento de distress respiratório do adulto habitualmente é um evento terminal.
Mudanças metabólicas
A hipoglicemia é frequente como conseqüência de depleção de glicogênio hepático e gliconeogênese diminuída. Deve-se monitorar a glicemia ao menos a cada 12 horas, corrigindo valores menores que 100 mg/DL com gliose IV. Habitualmente se requer um aporte contínuo de glicose a 10%. Deve-se administrar tiamina em forma rotineira durante 3 dias para evitar déficit agudo desta vitamina ao aportar carboidratos.
Outros transtornos metabólicos são: alcalose respiratória de origem central, acidose metabólica (freqüente em FHA por paracetamol ), hipofosfemia, hipocalcemia, hiponatremia e hipomagnesemia.
A hipofosfemia é frequente em intoxicação por paracetamol , e quando é menor de 0.9 mg/DL pode reduzir a oxigenação tissular, piorar a encefalopatia e causar transtornos músculo-esqueléticos. Ao momento de corrigir a hipofosfemia deve considerar-se que se se agrega insuficiência renal, os níveis podem subir em forma rápida.
A Monografia AD e seu time de medicina pode fazer monografias sobre o tema
A hiponatremia requer habitualmente restrição de água livre, mas em ocasiões é necessário infusão de solução salina hipertônica. Deve-se manter um Na plasmático próximo a 140 mEq/L. A hipocalemia é freqüente nas etapas iniciais e pode requerer correção agressiva. Ao igual que a hiperfosfemia, deve considerar-se a função renal ao momento de sua correção.
Nutrição e sistema gastrointestinal
O catabolismo pode aumentar ao quádruplo do normal. Recomenda-se um aporte de 40-60 g de aminoácidos standard inicialmente, aporte que pode aumentar-se cada 3 dias se a condição neurológica está estável. O objetivo do apoio nutricional é contribuir as calorias e proteínas necessárias para a regeneração dos hepatocitos. Não há dados suficientes atualmente para recomendar o uso de aminoácidos de corrente ramificada.
A profilaxia de hemorragia digestiva alta com inibidores H2 é útil nestes enfermos. A endoscopia é útil para documentar a presença de varizes se há dúvida da existência de um dano hepático crônico. A pancreatite é uma complicação que pode ver-se com alguma freqüência e não contraindica o transplante hepático salvo que se documente uma necrose pancreática em massa.
Este é um excelente artigo brasileiro sobre sepse e está em pdf




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