A ECONOMIA INDUSTRIAL DA AMERICA LATINA
Um interessante “ranking” das 500 empresas mais importantes de América Latina nos sugere para onde se encaminha -ou não se encaminha- o continente.
Este panorama abre muitas portas para a pesquisa de como se dá a evolução do subcontinente, seja politicamente, ou ainda economicamente. Este panorama é bastante amplo e de significativa importância em estudos de monografias nos diversos campos afetados.
Sejam monografias de política, economia, administração, comércio exterior, o estudo da América Latina é atual, e a Monografia AC está pronta para lhe auxiliar
No resto do mundo, a região chama a atenção principalmente por sua pirotecnia política, sua literatura e suas telenovelas, e, em círculos mais especializados, por seu papel como provedora de matérias primas.
Mas vai chegando a hora de adicionar novas cartas a este baralho. Muitos negócios latino-americanos deixaram de confinar sua ambição dentro dos estreitos mercados internos ou de viajar só a países vizinhos; agora, jogam a partida no campo global.
Segundo “América Economia”, uma revista baseada no Chile, nos últimos três anos o investimento estrangeiro direto originado em um país latino-americano cresceu seis vezes.
Dentro da função de uma monografia, está delimitar o tema e explicitá-lo a partir do desenvolvimento, e isto a Monografia Ac pode fazer.
Este salto de canguru abarca proezas como a de Cemex, que adquiriu o Rinker Group da Austrália por mais de $14,000 milhões -audácia que provavelmente a converterá na maior produtora de cimento do mundo- e a da Companhia Vale do Rio Doce, o gigante da mineração brasileira, que comprou Inco, empresa canadense dedicada à extração de níquel, por mais de $17.000 milhões.
Isto não significa que a América Latina esteja a ponto de superar a Ásia como fonte de investimento estrangeiro: 60 por cento do capital internacional originado em países em via de desenvolvimento segue sendo asiático. O que significa é que existe um grupo cada vez mais competitivo de empresários latino-americanos com a visão e o nervo criativo para triunfar nos tempos que correm.
Isso explica, talvez, que uma proporção cada vez maior de grandes empresas ativas na região sejam propriedade de latino-americanos. Das 500 companhias principais, somente uma quarta parte é “estrangeira”; há sete anos a proporção rondava os 40 por cento.
Paradoxo atraente: a incapacidade da economia latino-americana, por culpa de sua política ruim, para pôr-se simultaneamente com outras regiões “emergentes” do mundo ajudou a estas empresas a dar o salto global.
Elas procuram fontes de capital e mercados internacionais com tanto afinco precisamente porque, ante a ausência de reformas de livre mercado significativas desde finais da década dos 90, o capital local lhes resulta demasiado custoso e os mercados internos demasiado pequenos.
Um projeto de pesquisa voltado para uma monografia ou TCC nesta área deve ter a perspicácia de atacar os vieses deste tema.
O excesso de regulamentos e barreiras à atividade empresarial implica que pelo geral as vêem negras para defrontar à concorrência estrangeira em seus próprios países.
Gabriel Stoliar, alto diretor de CVRD, declara que a companhia mineira procurou opções internacionais devido a que “nossa concorrência conseguia levantar dinheiro a taxas de 2 por cento a 4 por cento ao ano e a nós nos custava entre 10 por cento e 12 por cento”.
Poucos anteciparam que o subdesenvolvimento podia ser um acicate para a globalização das empresas latino-americanas. Tendemos a pensar que um país deve acumular muito capital antes que suas empresas saiam a navegar pelos sete mares.
A taxa de investimento representava entre 30 e 40 por cento do Produto Bruto Interno dos países asiáticos em via de desenvolvimento antes de que suas empresas descobrissem o planeta. Ao contrário, ainda que a América Latina está ainda relativamente atrasada e sua taxa de investimento não se acerca aos 30 por cento do PBI, várias de suas empresas já extravasaram as fronteiras nacionais.
Por verdadeiro, é improvável que muitas mais sejam capazes de seguir-lhes os passos enquanto a região não “decole” de forma definitiva, mas a globalização “prematura” de muitos de seus negócios nos fala de um potencial notável.
Estas novidades estimulantes fazem pensar com melancolia em quanto melhor poderia ir a América Latina se pusesse ordem em sua burlesca política e continuasse com as reformas que se frearam em fins dos anos 90, quando a corrupção e o mercantilismo acossaram a milhões de cidadãos contra os mercados livres.
Muitas destas companhias são exitosas apesar de seus governos. Em áreas como as telecomunicações, a eletricidade e inclusive a mineração, as empresas privadas enfrentam grandes dificuldades para satisfazer uma demanda crescente.
A razão é simples: em anos recentes, a intromissão burocrática gerou um contexto empresarial dissuasório no qual os investimentos que deveriam ter-se feito nunca foram realizados.Talvez a isso se deva a inquietante reaparição da empresa estatal na região.
A dificuldade das companhias privadas para satisfazer a demanda permitiu que alguns governos se convertam novamente em protagonistas econômicos. Cerca de quarenta e cinco por cento das vendas totais das 500 companhias principais da América Latina foi gerado por empresas estatais.
Não surpreende que a petroleira venezuelana, PDVSA, tenha as maiores vendas da região (equivalentes às vendas combinadas das 36 empresas mineiras que integram o grupo das 500).
Os empresários globais da América Latina enviam um poderoso sinal a seus países. O que dizem é simples: existe o potencial para um futuro espetacular se os políticos saem do lodo.




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