IMPORTANCIA DA MATEMATICA – tema de monografias
Uma razão que induz ao estudo do processo de ensino-aprendizagem das Matemáticas deriva da importância social que se dá a esta matéria.
É talvez a matéria mais prestigiada socialmente e a que se atribui certo valor previsivo sobre as capacidades do próprio indivíduo.
A partir do time de monografias em educação e pedagogia – Monografia AD
“A realidade é que permanece muito estendido o ‘mito das Matemáticas’, segundo o qual os níveis de inteligência, o triunfo social e inclusive as expectativas do futuro bem-estar estão em relação direta com as boas qualificações nesta área” (Guerrero Ojeda, 1989: p. 57).
Malén Aznárez (1997: p. 78) qualifica as Matemáticas como “a matéria que foi para gerações, e ainda o é para muitos, o pior e pesadelo de seus anos de estudante. Um pesadelo irremediável porque os jovens aprendem desde bem pequenos que a primeira nota pela qual se interessam seus pais é pela de matemáticas”.
Sempre se escutou que é a disciplina que resulta mais difícil aos estudantes. Hoje seguem tendo validez as palavras de Dienes, escritas em 1964 (citado por Alcalá): “Atualmente são muito poucos os professores de matemáticas, qualquer que seja o nível em que trabalham, que se encontrem satisfeitos com o modo em que decorre seu ensino. Efetivamente, são muitos os jovens que sentem antipatia pelas matemáticas -antipatia que aumenta com a idade- e muitos os que encontram dificuldades quase insuperáveis nas questões mais simples.
Deve-se reconhecer que a maior parte dos jovens nunca chega a compreender a significação real dos conceitos matemáticos. No melhor dos casos, convertem-se em consumados técnicos na arte de manejar complicados conjuntos de símbolos, mas a maior parte das vezes acabam de desistir de compreender as impossíveis situações em do que as exigências das matemáticas escolares de hoje lhes colocam.
A atitude mais corrente consiste, simplesmente, em esforçar-se em aprovar um exame, depois do qual ninguém dedica às matemáticas nem um pensamento a mais. Com muito poucas exceções, esta situação se pode considerar o bastante geral como para chamá-la normal”.
Conta o professor Cuesta Dutari, no prólogo de seu livro A Sinfonia do Infinito (1981: p. 4), que atribuem a D. Miguel de Unamuno esta agudeza, dita sem dúvida pensando em alguém: “queria saber tudo; figurem-se o tonto que seria!” E Constantino da Fonte e o grupo DECA (1990: p. 144-145) dizem que ainda “somos muitos, ou ao menos demasiados, os professores e professoras que queremos ensinar tudo (…)
Até o presente, o professorado foi o propagador de conhecimentos. O corpo discente, com mais ou menos engano e de acordo com suas capacidades, limitou-se a recolhê-los com o fim de devolver-se o mais fielmente possível e conseguir a meta do aprovado (…) Com exagero, mas com não pouca razão, falou-se alguma vez de obter titulados em série”. E
m verdade que é demasiado frequente no ensino das Matemáticas a transmissão de conceitos a modo de reta. Parece que se tem uma única idéia na cabeça: passar na prova. Isto não ronda unicamente na mente de muitos alunos, senão na de muitos professores e na do próprio sistema.
Artigo sobre Dificuldade matemática no ensino – Monografia AC
Não deveria ser assim. O pensamento matemático não se transplanta de um indivíduo a outro, senão que cada um deve ir construindo a partir de sua própria experiência. O ensino das Matemáticas tem de entender-se como um processo a longo prazo.




É verdade. A grande maioria entende a aprendizagem como o objectivo de obter aprovação em provas ou exames. Infelizmente, tal atitude está demasiado arraigada não só na atitude dos discentes como também na dos docentes.
Ensinar é uma arte e deveria ser encarada como tal. Seria útil deixar de confundir o ensino com o processo de avaliação.
é muito interessante